sábado, 1 de abril de 2017

Sobre amor, mais uma vez.

Mais uma vez e sempre venho aqui dizer do amor que espero. Do amor maduro e seguro que quero poder sentir entre meus dedos ao ter minhas mão entrelaçadas ao destino do outro. Do amor de paz que quero ao deixar meu olhar descansar sobre os muitos caminhos de um rosto que conhecerei além de mim mesma, que como insight de outra vida, terei reconhecido. 
Espero de um amor pra toda vida nada mais que amizade e carinho. Amizade de poder usar a franqueza e dizer "olha, olha aqui dentro de mim e conhece meus defeitos, meus piores defeitos e me conhece" e ter a certeza que o outro me aceita, assim, imperfeita. 
E com o carinho de quem ama eu quero errar, errar muito, varias e varias vezes, tendo a confiança mais tranquila do mundo que o meu amor me mostrará um jeito cheio de carinho de acertar, de que pra tudo no mundo há jeito, de que perdido só o tempo. 
Do amor da minha vida eu não espero nada além de respeito. Respeito e amor pelas diferenças de cada ponto de vista, pelas diferenças de crenças, pelas diferentes esperas do dia a dia. E eu espero. Um dia, eu saberei. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nota mental

Não você não é nem metade do dizem. Você conhece seu coração e suas escolhas como ninguém, o que te da ao direito de você e apenas você fazer considerações sobre si mesma. Abra os olhos. Não deixe o medo e a infelicidade alheia dizer a você o que você é e como deve agir. Você não deve a ninguém sua vida, seu sorriso, seu jeito de ser. Seu orgulho é seu e cabe a nenhum deles lhe apontar o dedo e lhe dizer que esta errada, quando você sabe, como sempre soube, que tem direito a voz e ao riso, como qualquer pessoa. 
Você é mulher, você é linda e você é você. Com todas as escolhas de vida que vez, com todas as mãos que já apertou, os olhares que já trocou, as roupas que já vestiu. Por estar viva, você viveu como tinha que viver, fazendo escolhas e convivendo com elas, porque, meu bem, é a sua vida sendo vivida do jeito que você quer e não cabe a ninguém lhe dizer como agir. 
Tudo que você já fez e viveu construiu essa pessoa que você vê em frente ao espelho. Essa pessoa linda e gentil rodeadas de amor e amigos. Você tem o direito e o dever de se achar incrível. De se achar linda, de se orgulhar, de amar a si mesma, de se sentir bem com você. De sorrir abertamente, de sair livremente, de ser! 
Olhar o mundo em volta com orgulho da pessoa que é. Não tenha vergonha. Não tenha vergonha do que foi, do que é ou do que sonha ser. Não tenha vergonha nem mesmo daqueles que se julgam no direito de te dizer como você deve se sentir sobre si mesma. Seu corpo e sua voz são suas. E só a você sua felicidade pertence. 

Com todo amor de mim, 
D. 

“Some people feel the rain, others just get wet”

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Tenho andado fora de mim e acompanhado minha vida sendo apenas a sombra de um corpo que se move sem direção, sem condução. Vejo meu corpo sendo arrastado, saqueado, maltratado e não digo nada, porque sou apenas a sombra daquilo que um dia não cheguei nem a ser.  Não tenho voz porque não existo. Não vivo. E sobreviver é quase um fracasso diário, sem chegar nem ao menos perto de uma tentativa decente de ser. Os dias passam constantemente me ultrapassando, porque esse corpo inútil ao qual estou atada e obrigo-me a chamar de meu, se arrasta, carregado de fracassos. É difícil caminhar quando se tem anos de tristeza pesando sobre ombros que mal suportam o peso do mundo, quanto mais o peso de sua própria cabeça. 
Como sombra, apenas observo e absorvo a inutilidade, a incapacidade do corpo que perdura dias a fio sem razão de ser. Há dias que observo o corpo caminhar em direção a pequenos barulhos de humanidade, como se mesmo sem controle, algo dentro dele o fadasse a sobrevivência e me aflijo. Como sombra tenho medo de qualquer sinal de luz. Tenho medo de que as pequenas possibilidades de luz que me assombram sejam mais forte que eu e me obriguem a tomar posse, mais uma vez, desse corpo que sigo.
Não sou. Não quero ser. Não quero O ser. Quero apenas a invisibilidade da sombra. Onde observo e nada me atinge, porque nada sou. 



sexta-feira, 24 de junho de 2016

à parte,
          porque sinto
                            Muito.
                                   em parte
                                              pois se  fez
                                                               de Tudo.
                                                                           de todo
                                                                                     eu não sinto é
                                                                                                          Nada.
                                                                                                                no nada
                                                                                                                           é que eu sinto um
                                                                                                                                                      mundo.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Correio

Queria te escrever uma vez pra dizer que está tudo bem, que estou em paz. Que fiz planos e eles correram bem, e que mesmo devagar as coisas vão bem. Queria poder te escrever e te contar de uns sorrisos bobos que por ventura eu teria tido, e como eu tenho visto muito o céu e que meus dias foram cheios de brisas suaves e tranquilas. Queria poder te contar que eu tenho deixado as coisas fluírem com mais calma, que eu não tenho pensando tanto em coisas futuras e que não tenho deixado tudo pesar tanto sobre a minha cabeça e meus ombros. Que eu finalmente aceitei meu jeito errado de ser e que já não me acho tão por fora de tudo e todos. Mas a verdade é que nada disso aconteceu. As coisas não vão bem, e me sinto como se afundasse num mar tempestuoso de derrotas. A verdade é que meus planos parecem fazer cada vez menos sentido e são tão frágeis que duram menos que uma semana. Eu tenho corrido feito louca pra acompanhar um mundo que nem sequer nota minha presença e que eu sorrio só pra não ter que dar explicações que eu sei que, na verdade, mundo nenhum quer ouvir. A verdade é que nem mais a ideia de céu me dá paz, porque ele me parece alto e inalcansavel demais, como tudo na vida. Sinto como se estivesse sentada no fundo do poço e mesmo que ainda consiga ver distante um céu estrelado, ele me da raiva, e magoa, porque parece ser outro mundo, algo que não me pertence e do qual nunca terei direito. As coisas não fluem e a ideia de qualquer futuro me deprime e me machuca e me faz sentir uma angustia sem tamanho. Mas a pior das verdades é que ainda não consigo conviver só comigo, que ainda acho tudo isso minha culpa, que ainda tenho raiva de ser tão aérea, tão confusa, tão insegura. Que eu, de alguma forma, cause a mim mesma essa solidão e que talvez, só talvez, eu a mereça. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Não sei mais rimar, mas ainda sinto muito.

Não sei 
em que parte do caminho 
eu comecei 
a ter medo de querer

 Mas eu tenho. 

 medo 
de querer demais 
como sempre quis 
por querer tanto 
não ser 

suficiente. 

Parece que eu desaprendi 
a caber
num abraço 
num espaço 
qualquer. 

Grande demais 
ou 
insignificante demais, 
não sou mais 
da medida
de nada 
ou 
ninguém. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Ei, você

Quando me conhecer, seja paciente, pois sou insegura e me apego fácil. Eu choro sempre que me sinto angustiada ou ansiosa, e eu sinto tudo isso muitas vezes por dia, chegando até duvidar de mim mesma. Então por favor, te peço que me abrace muito e com carinho, porque eu vou precisar muitas vezes. Por favor, mesmo longe, tente sempre ficar por perto, porque eu tenho uma mania idiota de acreditar que eu afasto as pessoas que amo. Se puder, me mostre vez ou outra que estou enganada em acreditar que é difícil permanecer ao meu lado e que eu não sou a pessoa mais egoísta que você já pode ter conhecido, ainda que muitas vezes eu aja como uma criança. Se eu me afastar, por favor, não me deixe ir. Eu caminho sozinha, mas eu me perco com frequência. E tenho medo de  dobrar esquinas e não encontrar ninguém. Quando eu disser uma besteira, ou pronunciar algo errado, me corrija de forma delicada, e ria comigo, não de mim, porque você não sabe, mas eu costumo remoer meus erros por dias, e mesmo os bobos, parecem pedras enormes das quais não consigo me desfazer. A verdade é que eu não sei ser sozinha. E minha solidão me dói mais que todos os dias. Tudo me pesa. Se eu for demais pra você, por favor, não entre na minha vida. Mas se puder ficar, fica. Ainda que eu não te ame da forma mais correta, é a melhor coisa que sei fazer.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Sobre o que falta.

Sinto falta de ser olhada como se fosse a coisa mais especial a ser vista. Sinto falta de olhar como se quisesse decorar cada curva de um rosto já prevendo saudades. Sinto falta das saudades. Saudade de estar perto. Saudade de estar. Sinto falta de dedicar musicas, de ser cafona, de ser clichê, de dizer que amo mais que tudo e que meu amor é eterno ainda que ele tenha prazo. Sinto falta dos suspiros e respirações durante as ligações longas e de quando até silêncios são confortáveis. Sinto falta de estar confortável. Com meu corpo. Com meus gostos. Com meus hábitos. Sinto falta de não ter medo do amanhã. Dormir e acordar sabendo que aquele querer me pertence. E que eu pertenço. Sinto falta de pertencer. Ser do outro mesmo sendo tão minha. Sinto falta de completar. De ser a paz, de estar em paz, de ser abrigo. Sinto falta de abraços silenciosos que afagam mais que palavras de afeto. Sinto falta de poder demonstrar afeto. De amor. De amar. 

domingo, 29 de novembro de 2015

Poeminha xulo

Os baralhos são distribuídos pela mesa.
Cartas dadas, 
jogadores  a postos. 
Se eu to no jogo,
Aposto. 

Aposto 
que 
não 
sei 
jogar. 

Se a banca quer ganhar
Eu, sozinha no jogo

Só. 

queria 
amar.

Mas
pra minha falta de sorte
Amor virou jogo se azar.

domingo, 15 de novembro de 2015

Vontade.

De ligar além do permitido.
De falar além do combinado.
De querer respostas pra perguntas que mal foram concebidas. 

Essa vontade.

de correr com o tempo, 
de pular etapas, 
de desentendimento. 

A balança que pende, 
sempre 
pro lado da loucura. 

Não há ninguém presente pra compensar meus excessos. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Amarga Maria

Outro dia Maria topou com a escuridão da vida. Coração turvou diante de tanta falta, porque pra onde Maria olhava, não via nada, faltada era tudo. E Maria pensava se agora ela não andava olhando despercebida pras coisas que faltavam, ou se a falta das coisas que ela sentia se devia ao fato de ter inventado tudo que via. Verdade era que Maria só via mentira por onde andava. E as vistas de Maria foram ficando cansadas, doídas, sentidas da verdade que via, sabe? E por mais que Maria chorasse, e como Maria chorava! Não tinha dor e água que limpasse a vista e desanuviasse penumbra que se estendia sobre os olhos de Maria. Cade vez que a triste da Maria olhava a feiura de fora, a feiura da tristeza se espelhava pro lado de dentro, e ia se entranhando no coração de Maria como fogo que pega em galho seco, quando não cai gota de chuva que seja sobre a esperança do povo. Coração de Maria secava a olhos vistos, e Maria não via. Mas num dia bandido e sofrido como outro qualquer, bateu um ventinho vadio de esperança fugido vindo de onde não sabe até hoje. Só se sabe que a tal da Maria fechou de vez os olhos e sentiu o vento, que vinha quente alegrar tanta tristeza. E foi é fácil pro vento se infiltrar em tanta rachadura que a secura da falta tinha deixado no coração seco da Maria. E como planície que inunda, Maria sentiu, quando tanto vazio se encheu do tal esperançoso vento. E quando isso aconteceu,  um tanto assim de gente cega viu que ela via sentindo e não que sentia vendo. O que fazia todo sentido, porque mesmo quando o mundo todo tentava cegar Maria, Maria é que sempre acabava cegando todo o mundo, sendo a Maria. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A pior parte de não se saber o que se fez de errado é o medo de, sem saber, continuar a repetir sem fim o mesmo erro. E tenho quase certeza de que não importa o quanto eu tente, de quanto esforço eu faça, essa sensação constante de engano se deva ao simples fato de que eu continuo ainda, fazendo tudo errado. 
Mas eu não sei. Se é a forma de pensar, de ver, de agir. Se o problema é comigo ou com outro, o que importa? Eu tomo pra mim toda culpa, porque de forma ou de outra, eu que vou pagar o preço. No final do dia, eu estarei no mesmo lugar, estagnada, sozinha, porque nada é certo ou forte o bastante pra permanecer ao meu lado ou me levar junto. E eu peso. 

domingo, 13 de setembro de 2015

"Você anda fingindo muito bem que está bem" me disse alguém esses dias. E a pior das verdades é que eu não estou fingindo. Para isso, seria necessário que eu sentisse algo. Mas eu não sinto. Eu, sempre tão dramática, sempre tão sentimentalmente confusa e sempre, sempre apaixonada por algo ou alguém, não sinto nada. Absolutamente.. nada. 

E isso me assusta.
Pra caralho. 

domingo, 6 de setembro de 2015

Escrevo pra te dizer que sinto saudades. Saudades terríveis de como eramos antes. De como víamos o mundo e segurávamos nossa onda. Nossa barra, sem saber quem direito quem eramos. Eu sinto saudade da nossa solidão, que antes compartilhavamos tão facilmente com qualquer um. Sinto saudade da nossa facilidade, da nossa fragilidade suave, da nossa criancice. As vezes, me pego sentindo saudade da nossa falta, das nossas duvidas, dos nossos medos estranhos. Lembra dos nossos medos tolos, de nunca ter ninguém? Ainda temos. Mas o que somos hoje? Me pergunto todos os dias por você. Por onde andas? Em que parte do caminho eu te deixei? Ou que fui deixada? Ainda te procuro no espelho todos os dias. Dentro dos meus olhos, na minha fala, na minha cara, se te reconheço. Eu queria tanto te contar do nosso progresso. Do meu, teu, progresso. O mesmo progresso que nos afastou. Lembra quando eu tive que decidir entre ficar ou crescer? Queria te contar que ainda choro do mesmo jeito. Como se sufocasse. Que eu ainda falo pelos cotovelos, como se as palavras mandassem na minha boca e não o contrario. Que eu não sei guardar nossos segredos e sempre me revelo tão fácil. Que eu ainda sou boba e medrosa. Mas que eu ando sorrindo mais. Mais bonito, mais de dentro, sabe? Que aquele medo da gente ser sozinha pra sempre continua batendo forte aqui dentro, mas que ando aprendendo a pensar em soluções pra ele. O fato é que eu mudei. E eu te peço desculpa, por ter te largado no meio do caminho. Mas era preciso. Eu só queria te contar que a gente parou de se preocupar se tá no caminho certo. Mas que estamos em algum caminho. 

Com amor de quem se reconhece, 
Eu. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

- Talvez eu te ame.
-Talvez esse talvez me de toda certeza que não.
- Como você pode ter certeza?
- Como você pode não ter?
- Não existem certezas. Você esta sendo idiota.
- Existem quando existem duvidas.
- Eu não te entendo.
- Mas me conhece. Bem demais pra saber que devemos parar.
- Eu não quero parar.
- Mas você nunca esteve.
- Estive sim.
- Tem certeza?
- Talvez.
- Eu não te amo.
- Tem certeza?
- Talvez.
- Dói né?
- Você não me amar?
- Não. Não se ter certeza.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Eu te amo. Mas sem te querer.

Não tenho mais vontade de te dizer palavras de amor. Não tenho vontade de gritar meus sentimentos ao mundo e fazer virar manchete meus batimentos cardíacos quando você dá noticia. Perdi a vontade de fazer alarde sobre o que sinto, de te chamar atenção como uma criança, de fazer drama pra ter tua audiência. Perdi a vontade de te acenar de longe, de te mandar sinais de fumaça, de te escrever cartas. Não perco mais noites de sono pensando em segurar tua mão, tirei dos meus calendários os planos pra nós, arquivei nossas fotos e substitui nossas musicas por batidas só minhas. Já não te vejo mais em todos os rostos que esbarro, e já sou capaz de ver outros olhos que não os teus. Tua voz já não me faz tremer, tua falta de mensagens não me dói, teu descaso já não me incomoda. Meus dias são meus e não tenho mais vontade de compartilha-los contigo. Aprendi a dançar essa dança sozinha, e rir na pista, porque é nela que eu estou. 


terça-feira, 9 de junho de 2015

Queria escrever algo que não fosse sobre mim.

Chove. 
Gostas respingam cadenciadamente 
sobre telhados curvos
 e deslizam
 feito dança, chão a dentro. 
Pingo a pingo 
ritmadas.
 Sonoricamente corajosas
 cantam.
Deixando o céu 
e, 
 ganhando mundo
chovem.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Mais de mim.

Eu não sou de guardar palavras. Nunca fui. De inicio você pode pensar que eu não falo muito, porque me reservo a timidez de primeiro ouvir. Mas passado os primeiros encontros e formados e fortalecidos os laços, serei aquela que fala o que pensa, as vezes desmedidamente, é verdade. 
Não pense que por isso te digo que tenho fortes opniões ou grande ideias, pois não tenho. Eu tenho apenas uma vontade imensa de falar o que me vem a cabeça, por ter pra mim a ideia de que nunca fui capaz de guardar a palavra, que a palavra dada é carinho, é presença. Palavra essa que eu admiro. Seja escrita, ou falada, será pra mim antes que tudo, sentida. 
Eu sou isso, que você vê e lê e escuta. Essa confusão de palavras, esses sentimentos todos, que a principio podem te parecer afoitos, desconexos, cansativos. Mas isso tudo sou eu. E se você não me lê, não me ouve, e acaba não me enxergando, ou me conhecendo. 
Te reservo o direito a escolha, como me reservo o direito de ser aquilo que escolhi ser. Meus pais me ensinaram a amar em abraços e palavras, e isso é quase tudo que eu sou. 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quase nada.

Ninguém viu. 
Não era ninguém, como veriam?
Só se vê grandes pessoas e feitos imensos. 
Mas eu vi. 
Por mera distração.
Não é sempre que figuram tão grandes pequenos feitos no meu jornal de pequenas coisas. 
Estava lá, parada. 
Invisível no meio de tanta pressa, de tanta busca por espaço. 
Parada.
No meio de tantas carrancas, de várias cegueiras, imperceptível. 
E eu vi. 
No meio de toda aquela gente, do outro lado da rua. 
Sim, eu vi. 
Parada no tempo, no meio do meu dia cinza,
a moça sorriu.
E eu sorri também.
Porque eu vi.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Amor é história de pescador.

"Tu vês esse rio?" Perguntou o pescador a moça. 
"Nele tudo passa e tudo passa por ele. Todo esse mundo de água que nunca para. Que nunca fica. E o rio peleja, sozinho. Mas todo rio tem destino, sabe? Um dia, um dia o rio encontra parada no mar, que tá sempre lá parado esperando, e fica. É quando o mar ama o rio. E o rio, ah, o rio vira infinito. "