Eu queria o pra sempre.
Queria a leveza de um amor seguro, queria a segurança de um amor tranquilo. Eu queria o amor. Queria o amor dos teus olhos, e do teu sorriso. Queria que quando tua mão segurasse a minha, todos os milhões de pensamentos que invadem minha cabeça e me atormentam parecessem apenas algo insignificante se comparado ao teu toque. Teus menores gestos fazem meu coração achar o peito um lugar demasiadamente pequeno pra bater. Qual o maior clichê do amor que não aquela euforia desmedida de quando o telefone toca e você deseja ouvir o alô de apenas uma pessoa? Eu quero todos os clichês.
Eu quero tudo, tanto e quero pra sempre.
Como se o amanhã fosse pequeno demais pra o tamanho do amor que eu sinto, e a ideia de te ter hoje não bastasse pra tanto querer. Eu quero todos os quereres contigo. Eu quero tudo. Eu quero toda a imperfeição dos nossos defeitos. Eu apararia todas as arestas pra me encaixar no teu abraço. Eu queria caber. Eu só queria estar. O que eu mais queria era permanecer.
Mas o que eu tenho?
Apenas um amor incontável e um punhado de dias contados no dedo. Eu tenho esses milhões de medos. Eu sou apenas esse quadrado que não roda. Eu não sou nada comparada ao tempo.
Eu tenho um amor que se perderá no mundo. E de todos os clichês cabíveis ao amor, eu queria apenas um.
O amor possível.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Onde vivem seus monstros?
Tenho uma porção de monstros guardados em mim.
Cada vez que que calo, que abaixo a cabeça, que me deixo levar. Cada vez que me volto pro nada, que me escondo, que finjo não ver, ou que fecho os olhos. Sempre que fujo, que corro, que sumo.
Estão todos lá. Apenas me olham, sem jeito, como se entendessem. Porque fazem parte de mim, como faço eu deles.
Não são maus, mas me assustam. Me assusta a velocidade com que ganham força, a força com que gritam quando me calo.
Nunca assumem o controle mesmo quando perco o controle de mim.
Não me abandonam, me acenam simpáticos do espelho todos os dias, sempre a espreita.
Meus monstros vivem em mim, e me sorriem.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Me perdoe por falar besteiras, mas só assim sei respirar.
Desculpe se não sei o que é amor. Nunca me disseram que
existia maneira correta de amar. Nunca sequer me disseram existir maneira.
Apenas me amaram e assim fui na vida, apenas amando.
Mas de repente, não era mais suficiente apenas amar. E eu,
que sempre amei tanto, que tanto amei, não sabia amar. E me foi dito que era
errado gostar assim, que não fazia sentido, era proibido amar tanto assim.
Porque o amor agora vinha com bula, feito remédio que a
gente toma pra dormir. Vinha com aviso prévio, com carta de admissão e tudo
mais pra tirar a graça e dizer que é serio.
O amor, meu bem, é agora coisa de respeito. E pra gente
assim sem jeito, feito eu que só amava por amar, é proibido esse tipo de
gostar.
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